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blogprimario64589

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15
Jan18

Pensamento matinal positivo

Pedro Belo Moraes

Entre a algazarra festiva das roulotes, os golos na cerveja e os mais saborosos ainda oferecidos pelo enormíssimo Dost, a seguir; ali, de courato na mão, lá ouvi aquele esverdeado fatalismo, tantas vezes propalado em surdina: "Epá, estou com um feeling que hoje escorregamos. Já começou mal no futsal..."

Horas depois, já sabemos como foi. Tal como o courato, que nada pôde contra a minha vontade de o reduzir à sua limitadíssima significância, também o Desportivo das Aves nada pôde contra a vontade de vencer do Sporting. Ainda tentou levantar voo, atirando uma bola à trave do nosso guardião, ainda fez um ou outro passe de ruptura bem medido nas costas da nossa defesa, mas o Leão mais que saber prender-lhe as asas, fez impiedoso uso das suas armas, atirando três tiros certeiros, sem resposta. Ganhadores. 

 

A superioridade da nossa equipa face ao oponente da vila das Aves não merece discussão, antes, durante e depois dos noventa minutos, mesmo assim, na bancada houve quem tivesse tido calafrios e não por causa do frio nocturno. Nas nossas hostes há uma desconfiança, um pessimismo, um derrotismo atávicos, que moem, primeiro, e chateiam, depois. E eu, mea culpa, mea culpa, a espaços caio na esparrela. Por essa e tantas outras razões ainda bem que não sou jogador. Não tenho dúvida: se os nossos entrassem em campo e lá estivessem com o estado de espírito que às vezes me tolda a convicção que tenho da nossa força, certamente que os nossos jogos seriam de dó.  

 

A todos que possamos duvidar da qualidade e valor da nossa equipa, convido a imaginarmos todo um estádio de futebol dominado por essa energia negativa. A coisa, além de entrar para o Guiness como um dos mais maciços exercícios de masoquismo, levaria a uma derrota das nossas cores garantidamente, também. Se o convite não convence, desafio-vos então a pensar que no trabalho de cada um, à nossa volta, apenas uma ínfima minoria acredita que cumpriremos a nossa obrigação, que faremos bem o nosso trabalho. Um pesadelo, não é?

 

Mais bonito, e seguramente muito mais sportinguista, foram e são as palmas que ontem batemos ao Rúben Ribeiro. Belos aplausos a cada recuperação de bola que o novo camisola 7 fez. E a camisola assenta-lhe bem. E nós nunca a vimos no mesmo sítio. É jogador, o Rúben. Sempre a criar linhas de passe, sempre a querer bola, dando-se ao jogo e dando jogo aos companheiros com quem parece ter jogado vai para várias temporadas. Grande aquisição! E nós devemos aprender com o Rúben Ribeiro. "Vim para ser campeão", disse já o jogador como tantos outros, mas jogou já para isso. O homem diz ainda que chegou ao maior clube português. Ouviram? O Rúben Ribeiro diz que chegou ao maior clube português!!! Cumpre um sonho. Ponto alto da carreira. Tudo fará para que o Sporting seja ainda maior, tenha ainda mais títulos. Ontem, repito-me, jogou para isso. Aprendamos com o Rúben Ribeiro.

"DOST TRIPLA", "TOMA LÁ MAIS TRÊS", "FÓRMULA DOST", titulam os matutinos desportivos que me convidam a titular como titulo esta que é a minha estreia no És a Nossa Fé. Sabe tão bem acordar com parangonas destas espalhadas pelas bancas, mesas de cafés, sala de espera de consultórios vários. Lembrar a nossa grandeza e força, logo pela matina.

 

O espírito leva-me ainda à recordação de um anúncio ao leite Matinal: "Se eu não gostar de mim, quem gostará?" Perguntava-se em voz off. Se nós sportinguistas não gostarmos de nós, sabemos que ninguém gostará. A nossa grandeza mede-se muito pela grandeza com que apoiamos e acreditamos em nós, no nosso Sporting Clube de Portugal. 

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